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Receitas para Controle de Pragas e Fungos

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É com muito carinho e atenção que plantamos e vemos nossas plantas crescendo vistosas e bonitas. Qual a nossa surpresa quando nos deparamos com pragas e doenças infestando e destruindo o que cuidamos com tanto esmero. Mas não devemos nos desesperar, afinal estes bichinhos estão cumprindo o papel que a natureza lhes deu e é nosso dever controlá-los e não exterminá-los.
Nestes casos o primeiro passo é identificar a praga ou doença, feito isso, investigue suas causas. Você verá que em muitos casos a prevenção teria evitado o problema. Tesouras mal esterilizadas, introdução de novas plantas, lixo acumulado, proliferação de ervas daninhas, estão entre algumas de diversas causas de introdução de pragas e doenças no jardim. Agora sim, adote as medidas preventivas e de controle para resolver a situação.
A seguir três receitas fáceis de fazer, com ingredientes baratos e eficientes no controle e prevenção de diversas pragas e doenças conhecidas, como ácaros, pulgões, lagartas, cochonilhas, entre outros que insistem em devorar nossas plantas. Use os produtos com parcimônia, pois embora muitas vezes eles sejam naturais, isto não significa que não são tóxicos e prejudiciais à nossa saúde e ao meio-ambiente.
Não se esqueça que, ao aplicar uma solução inseticida, você estará afetando também insetos benéficos como abelhas e joaninhas. O mesmo vale para soluções fungicidas e bactericidas. Use o bom senso e pulverize as plantas somente quando a praga ou doença esteja prejudicando-as. Evite sempre aplicar sobre flores e frutos, restringindo-se às partes afetadas.
Solução Adesiva:
• 100 gramas de sabão de côco (1/2 barra)
• 2,5 litros de água
Pique o sabão de côco em pedaços pequenos e coloque em uma panela juntamente com a água. Leve ao fogo, mexendo sempre, até que o sabão esteja completamente dissolvido. Espere esfriar e guarde em recipiente fechado. Esta solução por si só não é capaz de controlar os problemas, ela tem a função de diluir, espalhar e fixar os remédios sobre as plantas. Use-a misturando bem com outras fórmulas, momentos antes das pulverizações.

 

PF0Calda de Fumo:
• 50 gramas de fumo em corda (cerca de 8 cm)
• 1 litro de água
Pique o fumo em pedaços bem miúdos e coloque em uma panela juntamente com a água. Ferva esta mistura por 25 minutos, acrescente a Solução Adesiva, mexa bem, tampe a panela e espere esfriar. Coe e pulverize sobre as plantas no mesmo dia, pois o princípio ativo é muito volátil. Utilize luvas e máscara ao trabalhar com o fumo, pois ele é tóxico. Ao aplicar sobre frutas e verduras, respeite um período de 10 dias de carência antes da colheita e lave-os muito bem antes de consumir. Indicada contra insetos e ácaros, como cochonilhas, pulgões, lagartas, etc.

Calda Bordalesa:
• 80 gramas de sulfato de cobre (7 colheres de sopa)
• 80 gramas de cal virgem (7 colheres de sopa)
• 10 litros de água
• 1 balde de plástico
• 1 panela
• 1 pano de algodão
• 1 arame
Pulverize bem o sulfato de cobre e coloque o no pano, como um sachê. Amarre bem o pano com o arame e pendure o sachê dentro do balde de plástico com 8 litros de água, de forma que ele não toque o fundo do recipiente, reserve. Faça o leite de cal, colocando cal virgem na panela e acrescentando lentamente 2 litros de água, mexendo até a completa dissolução. Esta mistura esquenta muito e pode queimar. Aguarde 24 horas para misturar as soluções. No lugar da cal virgem você poderá utilizar a cal hidratada para fazer o leite de cal, por ser mais prática e menos perigosa.
Verifique o pH da calda, mergulhando uma lâmina de ferro na solução. Se ela enferrujar na superfície em poucos minutos a solução está muito ácida e devemos acrescentar mais leite de cal. Teste a calda até que o pH esteja neutro e ela não enferruje mais a lâmina. Aplique a calda bordalesa no mesmo dia, sem diluir.
Utilize sempre equipamentos de proteção individual ao fazer e aplicar as caldas descritas. Não aplique em dias chuvosos, nem sob sol muito quente. Evite aplicar os produtos durante as florações, pois eles podem prejudicar seriamente a frutificação.
Você encontra os ingredientes da calda bordalesa em agropecuárias e lojas de materiais de contrução, já fumo em corda é facilmente encontrado em floras e lojas de artigos religiosos.

PF1Acima, foram descritas as receitas mais clássicas utilizadas no controle doméstico de pragas e doenças fúngicas, como a calda bordalesa por exemplo. As receitas abaixo, visam complementar com receitas alternativas que utilizam ingredientes naturais ou plantas na sua composição, mas que no entanto tem o mesmo objetivo, que é auxiliar no combate às pragas de jardim.

 

Solução de Cavalinha::
• 100 gramas de cavalinha (fresca ou desidratada)
• 1 litros de água
• 4 litros de água para diluição
Pique a cavalinha e misture à água, leve ao fogo baixo e após a fervura deixe por mais 5 minutos. Espere esfriar e coe, adicione a água de diluição e aplique sobre as plantas e o solo. Indicada contra donças fúngicas, fonte de cálcio e como alcalinizante.

Solução de Confrei:
• 300 gramas confrei
• 500 ml de água
• 3 litros de água para diluição
Bata no liquidificador, o confrei e os 500 ml de água, por 1 minuto. Dilua e aplique regularmente sobre as plantas suscetíveis. Indicada contra pulgões.

Solução de Piretro:
• 300 gramas de flores de piretro
• 1 litro de ácool etílico
• água para diluir
Misture o álcool com as flores e deixe descansar por 48 horas em um vidro bem fechado. Após este período a solução pode ser coada e utilizada diluída na proporção de 1:20, isto é 1 parte de solução para 20 partes de água. O piretro contém grandes concentrações de piretróide, o principal constituinte dos inseticidas domésticos. Indicada contra insetos e ácaros, como pulgões, cigarrinhas.

Solução de Cravo-de-defunto:
• 300 gramas de folhas, flores e talos de cravo-de-defunto
• 1 litro de ácool etílico
• água para diluir
Misture o álcool com o cravo e deixe descansar por 24 horas em um vidro bem fechado. Após este período a solução pode ser coada e utilizada diluída na proporção de 1:20, isto é 1 parte de solução para 20 partes de água. O cravo-de-defunto é um ótimo repelente de insetos e ácaros, como pulgões e cigarrinhas e pode ser consorciado com outras plantas com esta finalidade.

 

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Solução Inseticida Picante:
• 50 gramas de pimenta do reino
• 50 gramas de pimenta malagueta (fresca ou desidratada)
• 8 dentes de alho
• 1 pedaço pequeno de gengibre
• 1/2 litro de ácool etílico
• 1/2 litro de solução adesiva (do artigo anterior)
Bata no liquidificador os condimentos com um copo de água. Acrescente o álcool à mistura e deixe curtir por uma semana em um frasco fechado. Acrescente a solução adesiva e dilua em 40 litros de água. Aplique sobre as plantas ou sobre o solo (neste caso não é necessária a solução adesiva). Indicada contra insetos, ácaros e nematóides.

Solução de Arruda:
• 1 maço grande de ramos e folhas de arruda
• 1 litro de água
• 2 litros de solução adesiva (do artigo anterior)
Bata no liquidificador a arruda e a água. Coe e acrescente a solução adesiva, misturando bem. Utilize em seguida. Cuidado, evite o contato da arruda e sua solução sobre a pele ou mucosas, pois pode provocar fortes irritações. Indicada contra insetos e ácaros, como pulgões, cochonilhas e cigarrinhas.

Solução de Losna:
• 300 gramas de losna
• 1 litro de água
Prepare um chá forte, com a losna e a água, deixando ferver por 5 minutos. Tampe a panela e aguarde o resfriamento completo. Coe a solução e pulverize sobre o solo e as plantas. Indicada contra lesmas e caracóis.

25/08/2009 at 19:39

Como fazer Adubação Foliar

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A adubação foliar é um processo de nutrição complementar à adubação via solo, acrescentando inclusive que deve haver a preocupação em aplicar adubos de solo que forneçam outros nutrientes além do NPK.
Este tipo de adubação é mais comumente utilizado na agricultura, em produções como as de arroz, café, soja, laranja, entre outros. Já para as plantas ornamentais, aquelas que se utilizam em paisagismo, o uso se restringe a algumas espécies de bromélias e orquídeas.
É imprescindível que seja feita uma consulta detalhada com profissional especializado, o qual poderá indicar a melhor solução para cada caso. As principais vantagens da adubação foliar são:
• Os nutrientes aplicados via foliar são rapidamente absorvidos pelas folhas das plantas, corrigindo as deficiências ou evitando que as mesmas se manifestem – as plantas absorvem cerca de 90% do adubo, sendo que uns elementos são mais assimiláveis que outros, enquanto isso, o adubo colocado no substrato perde cerca de 50% de sua eficiência – minutos após a aplicação do adubo, ele completa uma primeira fase de absorção e no fim de algumas horas chega às raízes.
af2• Aumenta o aproveitamento dos adubos colocados no solo, principalmente os NPK, pois as plantas terão maior capacidade de absorção.
• Pode-se aplicar o nutriente específico na fase em que a planta apresentar maior demanda deste, isto é, nos momentos mais críticos.
• Estimula o metabolismo vegetal devido à rápida absorção e utilização dos nutrientes, o que proporciona estímulo na formação de aminoácidos, proteínas, clorofila, etc.
Na aplicação das soluções para este fim, é importante observar o PH (acidez/alcalinidade), pois as plantas só absorvem os nutrientes numa estreita faixa de PH e esses valores irão variar dentro de certos limites de acordo com cada espécie vegetal.
Como é o mecanismo de absorção?

Os estômatos (as estruturas que compõe a camada superficial das folhas) são os responsáveis pela maior parte da absorção dos nutrientes, mas a própria cutícula que recobre as folhas, quando hidratada, permite a passagem dos nutrientes; ela é permeável à água e às soluções de adubo.
Para melhorar as condições de absorção das folhas, costuma-se adicionar às soluções nutritivas substâncias denominadas agentes umectantes, que pela sua ação adesiva, impedem que a solução escorra por ação da gravidade, e por sua ação umectante dificultam a evaporação da água, mantendo os nutrientes mais tempo em contato com a superfície foliar. A concentração da solução depende da tolerância de cada planta, e não devem ser aplicadas nas horas mais quentes do dia (entre 9 e 16 horas).
O uso simultâneo do adubo com pesticidas, fungicidas, etc., se não for bem equacionado, pode trazer problemas de incompatibilidade ou desequilíbrio da fórmula do adubo.

af3Algumas pessoas argumentam que a adubação foliar é muito cara, no entanto, deve-se lembrar que ela deve ser complementar, sendo que as quantidades utilizadas são pequenas. E mais, observe que a escolha do adubo é muito importante, pois alguns elementos utilizados de maneira errada podem queimar as plantas. Fique atento!

19/08/2009 at 17:39

Cultivo de Plantas Frutíferas

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Frutíferas em Espaldeira

Atualmente, cresce a procura por jardins que possam ter plantas que tenham alguma função, não se restringindo apenas ao aspecto ou beleza. Medicinais e frutíferas são muito procuradas. Plantas como a jabuticabeira (Myrcia cauliflora), ou a nespereira (Eriobotrya japonica) estão sendo cada vez mais freqüentes em bordas de estradas ou canteiros centrais em ruas de mão dupla.
Cercas vivas que impeçam que se olhe para dentro de um jardim ou que diminuam o impacto do ambiente externo ajudam a criar um clima de intimidade e diminui o efeito do barulho externo. Essa barreira psicológica que se cria ao se impedir o contato do interior com o exterior pode ser feita através de plantas arbustivas com uma poda adequada, ou com o uso de plantas trepadeiras de folhagem densa conduzidas no sistema de espaldeiras.

fruit4Neste sentido, o maracujá azedo (Passiflora edulis) é uma ótima alternativa. Possui uma bela e densa folhagem no verão e tem uma pequena queda de folhas no inverno. Na primavera começa a emitir suas belíssimas flores e seu cheiro forte, além de nos fornecer frutos durante um longo período.
A lagarta Dione juno juno é a principal desfolhadora e pode ser controlada pelo esmagamento dos grupos, pois é um inseto gregário na fase de larva.
O maracujá doce (Passiflora alata) pode ser usado em pequenos aramados ou em pergolados pequenos associado a alguma outra planta. É mais susceptível a percevejos e possui uma aparência mais suave e menor quantidade de folhas.

Outra planta trepadeira que pode ser utilizada é a videira. Muitas plantas do gênero Vitis podem ser empregadas para sombra se conduzidas da forma latada ou para cercas, se conduzidas em espaldeiras. É pouco provável que haja uma grande produção de uva neste caso. Uma videira produtiva vem acompanhada de um grande aporte de inseticidas e fungicidas. Porém, com um pouco de cuidado e adequada adubação orgânica, podemos produzir alguns cachos com boa aparência e saborosos.
A videira na forma latada pode formar uma densa sombra no auge do verão, perdendo suas folhas no inverno. Porém, tanto na forma latada quanto na espaldeira, uma poda adequada e muito mais refinada do que no maracujá deve ser feita no final do inverno ou na entrada da primavera.
Uma outra planta que pode ser utilizada da mesma forma é o chuchu (Sechium edule). É mais simples de ser conduzida e no inverno sua parte aérea seca completamente. Não é muito adequada para locais que necessitem de mais limpeza ou de plantas mais delicadas, pois é rústica e perde grande quantidade de folhas. Para a manutenção de um ano para outro, é preciso que se mantenham alguns frutos no solo para que brotem novamente.

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04/08/2009 at 22:42

Dicas para começar sua Horta

Aprenda neste artigo importantes informações gerais para você começar a prática da horticultura.

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Tipos  de hortas

Hortas Educativas
É toda horta cujo principal objetivo é a educação dos indivíduos que dela participam direta ou indiretamente. A educação hortícola se refere ao aprendizado das técnicas básicas de produção, dos cuidados essenciais com as qualidades dos produtos das formas e modos de preparo e consumo, e dos aspectos nutricionais relativos à alimentação de hortaliças diversas. Assim, a horta educativa é sempre diversificada, cultivando-se diferentes espécies hortícolas ao mesmo tempo. Pode ser escolar, quando conduzida pelos estudantes de uma escola de qualquer natureza: Comunitária, quando conduzida em comum por associação ou grupo de pessoa, formal ou informalmente constituído e familiar também denominada caseira ou de “fundo de quintal”, quando conduzida pelo individuo e a sua família. Esta, localiza-se geralmente próxima à residência do proprietário.

As hortas educativas geralmente ocupam pequenas áreas os produtos são destinados prioritariamente à alimentação das pessoas envolvidas. Entretanto, podem crescer e gerar excedentes para comercialização e até se transformarem em atividade com duplo objetivo, educacional e comercial. Também pelas características dos serviços nela envolvidos, normalmente leves podendo ser executados até por velhos e crianças sendo as principais práticas realizadas em horário de sol fraco, a condução de uma horta educativa torna-se freqüentemente em atividade de lazer, surgindo daí a motivadora de “Horta Recreativa”.

Horta Comercial
É toda exploração hortícola cujo principal objetivo é a obtenção de rendimento econômico proveniente da comercialização de produtos. Pode ser diversificada ou especializada e com diferentes destinos para os produtos obtidos.
horticultura4A horta comercial diversificada é geralmente de pequeno porte e localiza-se normalmente na periferia dos centros urbanos, formandos “ Cinturões verdes” . Os produtores cultivam várias espécies hortícolas e vendem os produtos nas feiras livres ou a intermediários, varejistas ou não, que os comercializam nas feiras e mercados ou centros de abastecimentos.

A horta comercial especializada é geralmente de médio o grande porte, explora poucas espécies e localiza-se geralmente afastada dos grandes centros urbanos entretanto, a maior ou menor distância de centros urbanos é a função do destino da produção e das características dos produtos. Quando a produção se destina diretamente ao consumo \e trata-se de produtos altamente perecível, a exemplo das folhosas a menor distância e o acesso aos grandes centros urbanos são fatores da maior importância, quando a produção \se destina à industria outros produtos suportam transporte a longa distância como alho, cebola, batata, etc. , a maior distância dos centros urbanos é irrelevante e até pode se transformar em fator de redução de custos, pelo menor preço das terras. Assim também, são as grandes explorações olerícolas para a industria de enlatados, como as de tomate, ervilha, aspargo e outras.

Classificação das Hortaliças


Segundo as partes utilizadas como alimento

Na linguagem popular, e até utilizadas por alguns técnicos, as hortaliças são classificadas como legumes, verduras e condimentos. horticultura5Denomina-se legume toda hortaliça cuja a parte aproveitada como alimento é fruto, semente, bulbo, raiz ou tubérculo, como: tomate, ervilha, cebola, cenoura, batata, etc. Verduras, as hortaliças cujas partes aproveitadas são folhas, flores e hastes, como: alface, couve-flor, brócolos, agrião, e etc.
Os condimentos compreendem as hortaliças cuja finalidade é melhorar o sabor, o aroma, ou a aparência dos alimente, como o coentro a cebolinha, a salsa, a pimenta, entre outros.

Segundo o parentesco botânico
Por este critério, as hortaliças compreendem um grande numero de família dentre as quais são encontradas uma ou mais espécies de interesse econômico.

Importância do cultivo e consumo de hortaliças

As Hortaliças são, por excelência, fontes de vitaminas e sais minerais, substâncias essenciais ao bom funcionamento do organismo humano. Auxiliam a digestão e o funcionamento dos diversos órgãos sendo, por isso, consideradas alimentos protetoras da saúde.

Como o organismo humano não tem a capacidade de armazenara vitaminas e sais minerais, necessários à sua nutrição, aconselha-se a ingestão diária de tais nutrientes, especialmente provenientes de hortaliças pelos benefícios adicionais pela ingestão de fibras. Contudo, deve-se diversificar o consumo de hortaliças para equilibrar a nutrição vitamino-minerais, vez que a riqueza nutricional das espécies é bastante diferente. Uma hortaliça pode ser rica em um ou mais nutriente e pobre em outros (quadro 2).

Ferramentas e equipamentos para sua horta

horticultura8Em olericultura, normalmente são empregados vários instrumentos que muito auxiliam a execução das tarefas. Porém, para as pequenas hortas a enxada e qualquer equipamento que permita regar as plantas são os únicos considerados indispensáveis, instrumentos como: enxadão, par, garfo, cavador reto, mão-de-onça, ancinho, sacho, pazinha de transplante, carro-de-mão, marcadores diversos, pulverizadores e outros improvisados pelo olericultor, são importantes porque facilita os trabalhos e proporcionam o melhor rendimento. A utilização de equipamentos como arados, grade, enxada rotativa, sulcador, conjunto de irrigação, etc., é mais freqüente em hortas maiores ou em pequenas hortas comerciais.

Materiais de Plantio

As hortaliças podem ser multiplicadas por sementes, mudas ou brotos, hastes, ramas ou estacas, frutos, tubérculos, bulbos e bulbilhos ou “dentes”.
As sementes representam o material de multiplicação da maioria das espécies hortícolas. Em geral estas são pequenas e perdem rapidamente o poder germinativo na ausência de embalagens adequadas, especialmente se mantidas em temperaturas e umidade relativas elevadas. Latas e sacos de papel laminizados são as embalagens que melhor conservam o poder germinativo das sementes comercializadas. Por isso, estas devem ser adquiridas em quantidades necessárias para um curto período e em embalagens fechadas. O rotulo das embalagens indica a espécie, a cultivar, o poder germinativo e a validade do teste de germinação, que deverão ser observados na ocasião da compra.

São multiplicadas por sementes as seguintes espécies abóbora, abobrinha, agrião, alface, beterraba, beringela, cebola, cebolinha, cenoura, coentro, couve, brócolos, couve-flor, feijão-vage, jiló, melancia, melão, milho-doce, moranga, nabo, pepino, pimentão, pimenta, rabanete, salsa, quiabo e tomate.
As mudas podem ser originadas de sementes, plantadas em canteiros especiais, ou de parte de vegetal (vegetativas) como as brotações laterais de couve e pedaços de cebolinha.

Hastes, ramas, ou estacas são pedaços do caule de outras hortaliças, utilizados como material de plantio, a exemplo do agrião, a batata-doce e do hortelã. Para a batata-doce, ramas com 20 a 30 cm de comprimento constitui o principal material de plantio.

Frutos é o material de plantio do chuchu. Este, apesar de considerado o material vegetativo por autores, trata-se de material sexuados.

Tubérculo é o material vegetativo de multiplicação da batatinha, que deve ser plantado com 3 a 4 cm de tamanho.

Bulbo é o material vegetativo da cebola ou a própria cebola, que pode ser utilizada para plantio. Neste caso, deve-se escolher ou produzir bulbos dos menores, também denominados bulbinhos.

Bulbinho ou “dente” é o material utilizado para a multiplicação do alho.
Para a produção própria de qualquer material de multiplicação de hortaliças deve-se escolher plantas mães produtivas, bem desenvolvidas e isentas de pragas e doenças.

Desenvolvimento das Hortaliças

Considerações sobre o solo
As plantas necessitam apenas Ter disponível no solo os componentes: nutrientes, água e oxigênio. O grau de exigência desses componentes varia principalmente em função da espécie de planta ou cultivar. As hortaliças, em geral, se caracterizam pela alta exigência nos três componentes citados.

Considerações sobre o clima
Dentre os fatores climáticos, a luz, a temperatura e a umidade são os de maior importância em olericultura.

Adubação

A adubação de hortaliças deve ser feita visando suprir praticamente todas as necessidades nutricionais da planta, pelo menos em macronutrientes.

horticultura7Adubação básica
Em síntese, a regra de utilização de 150 a 250g da fórmula 4-14-8 ou 4-16-8 por m² de área deve ser acrescida de relativa dos de bom senso. Deve-se considerar as exigências nutricionais das espécies, os grandes espaçamentos, a duração do clima, o nível de produtividade esperando e as indicações de real estado de fertilizante do solo.

Adubação Orgânica
O adubo orgânico é da maior importância para o cultivo de hortaliças. Mesmo pelo fornecimento de nutrientes, vez que na maioria dos casos é pobre, mas, pela melhoria das condições físicas do solo que impõe.

A matéria orgânica torna o solo muito solto mas ligados, conferindo-lhes maior capacidade de retenção de água e nutrientes e os solos mais pesados, mais soltos, com maior porosidade e penetração do ar. O adubo orgânico melhora a vida macro biológica do solo favorecendo a sobrevivência de minhocas, fungos e bactérias benéficas. Fornece ainda micronutrientes às culturas e favorece a absorção de nutrientes provenientes de outras fontes.

Obtenção de Mudas

As mudas da maioria das espécies hortícolas são obtidas a partir de sementes. A semeadura em sementeiras deve ser bastante uniforme, em pequenos sulcos paralelos, distanciados 10 cm e profundidade em torno de 1 cm. A cobertura das sementes deve ser feita com uma fina camada de terra ou esterco curtido, de preferência, peneirado sobre o leito.

A cobertura do leito com folhas de dendezeiro, coqueiro ou assemelhado ajuda a conservar a umidade, evita compactação e super aquecimento do solo, favorecendo a germinação.

Instruções Gerais

Irrigação
A irrigação é fundamental para complementar a grande necessidade de água, para a maioria das espécies hortícolas, mesmo em períodos ou regiões onde ocorrem os melhores regimes de distribuição de chuvas.

Em geral, a quantidade de água a aplicar por vez, deve ser o suficiente para molhar a terra at’;e a profundidade de 20 a 25 cm, onde se concentram a maioria das raízes. O excesso favorece a erosão e a lixiviação dos nutrientes. A falta prejudica o crescimento e a qualidade dos produtos podendo acelerar o processo de maturação.

A irrigação pode ser feita por sulcos ou por aspersão.

 Capina
A capina é a operação executada para retirar as ervas daninhas que infestam as culturas. Deve ser realizada o quanto antes e sempre que necessário, para evitar a concorrência por água, luz e nutrientes.

 Controle de pragas e doenças
As principais pragas que atacam as hortaliças podem ser agrupadas em insetos, ácaros e nematóides.

horticultura6O controle de insetos e ácaros deve ser feito por meio de catação manual ou eliminação das partes muito atacados. Os nematóides são melhor controlados por meio de práticas culturais como rotação de culturas, arações e gradagens sucessivas em dias de solo, inundações temporárias e uso de cultivares resistentes.

As doenças mais comuns nas hortaliças são causadas por fungos, bactérias e vírus.

O controle das doenças deve ser feito eliminando-se as partes atacadas ou a planta toda. Num caso de virose deve se eliminar todas as plantas atacadas e combater os insetos vetores. Muitas vezes, no entanto, um mau desenvolvimento das plantas, amarelecimento das folhas, murchamento e morte das plantas podem ser causados por deficiência nutricional. Também, a falta ou excesso de água ou excesso de calor ou frio podem ser responsáveis por esses sintomas.

Colheita

As hortaliças devem ser colhidas no ponto que as características de paladar e preferência de mercado forem satisfeitas.

O ponto de colheita pode ser definido pela idade da planta, desenvolvimento das folhas, hastes, frutos, raízes ou outras partes utilizadas como alimento.

14/07/2009 at 13:39

Como fazer uma horta de apartamento

Hortas suspensas são ótimas para espaços pequenos.

Hortas suspensas são ótimas para espaços pequenos.

Todo mundo quer uma alimentação saudável. Para uma alimentação segura e balanceada, uma horta caseira é uma excelente opção. Mas quando há falta de espaço… isso parece uma missão impossível. Mas não é. Com paciência e as ferramentas certas sua horta ficará ótima.

Nesse artigo você entenderá como montar uma mini-horta em vasos de um modo muito simples e descomplicado. Você poderá faze-la até mesmo no seu apartamento.

 

Escolhendo o local, o vaso, e o que plantar

Local
Em locais escuros ou mal-iluminados, as plantas não fazem fotossíntese e não crescem adequadamente. Portanto, escolha um local bem iluminado, com bastante luz natural disponível.
Em apartamentos, a sacada e a área de serviço costumam ser bons locais.

Vaso
Para isso não há regras, só algumas recomendações básicas:
Os vasos devem possuir furos em baixo para drenar o excesso de água.
Vasos muito altos são desnecessários. 20 cm de altura costumam ser suficientes para um bom desenvolvimento das raízes. Vasos rasos demais secam muito rapidamente.

Preparo do vaso e plantio

Como preparar o vaso

Há várias formas de prepararmos o vaso, mas o importante é facilitar a drenagem de água e disponibilizar nutrientes para a planta através de matéria orgânica.

Para evitar que o vaso se encharque, basta cobrirmos o fundo do vaso com uma camada fina de pedras britadas, cacos de telha ou porcelana, ou mesmo outro material que tenha disponível.

A terra utilizada pode ser preparada de diversas formas, atingindo resultados semelhantes. Recomenda-se sempre adicionar sempre um pouco de húmus, mas sem exageros, pois seu excesso pode levar as plantas à morte.

Plantando as mudas ou sementes

Se utilizar sementes, semeie na profundidade recomendada na embalagem, mas desconsidere o espaçamento recomendado quando plantar em vasos. A semeadura também pode ser feita em sementeiras.

Se já possuir mudas, ou mesmo talos para estaquia, o plantio é bem mais simples. Plante a muda nivelando-a com o solo do vaso, preenchendo os espaços vazios com terra. Pressione levemente em torno da muda para eliminar os bolsões de ar.

Regue o vaso até que fique bastante úmido, devagar, sem inundar o vaso.

Manutenção da horta em vasos

Manter a horta é muito fácil, além de ser uma verdadeira terapia. Separamos três tópicos que consideramos importantes para o seu melhor cultivo.

Regras

Procure manter o vaso sempre levemente úmido, sem nunca encharcar, já que isso poderia matar a planta e causar doenças na mesma. Molhar uma vez por dia normalmente já é o suficiente.

Adubação

Se desejar, adube o vaso com pequenas quantidades de húmus, adubos minerais (NPK), ou adubos líquidos. Evite exageros, já que o exagero pode levar à “queima” da planta, podendo matá-la.

Replantando
As pequenas plantas não duram pra sempre, uma hora começarão a exibir um mau aspecto. Quando isso ocorrer, você deverá replantar as mudas, utilizando o mesmo procedimento anterior, devendo-se trocar a terra do vaso.

24/06/2009 at 12:25


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