Posts filed under ‘Jardinagem’

Receitas para Controle de Pragas e Fungos

PF

É com muito carinho e atenção que plantamos e vemos nossas plantas crescendo vistosas e bonitas. Qual a nossa surpresa quando nos deparamos com pragas e doenças infestando e destruindo o que cuidamos com tanto esmero. Mas não devemos nos desesperar, afinal estes bichinhos estão cumprindo o papel que a natureza lhes deu e é nosso dever controlá-los e não exterminá-los.
Nestes casos o primeiro passo é identificar a praga ou doença, feito isso, investigue suas causas. Você verá que em muitos casos a prevenção teria evitado o problema. Tesouras mal esterilizadas, introdução de novas plantas, lixo acumulado, proliferação de ervas daninhas, estão entre algumas de diversas causas de introdução de pragas e doenças no jardim. Agora sim, adote as medidas preventivas e de controle para resolver a situação.
A seguir três receitas fáceis de fazer, com ingredientes baratos e eficientes no controle e prevenção de diversas pragas e doenças conhecidas, como ácaros, pulgões, lagartas, cochonilhas, entre outros que insistem em devorar nossas plantas. Use os produtos com parcimônia, pois embora muitas vezes eles sejam naturais, isto não significa que não são tóxicos e prejudiciais à nossa saúde e ao meio-ambiente.
Não se esqueça que, ao aplicar uma solução inseticida, você estará afetando também insetos benéficos como abelhas e joaninhas. O mesmo vale para soluções fungicidas e bactericidas. Use o bom senso e pulverize as plantas somente quando a praga ou doença esteja prejudicando-as. Evite sempre aplicar sobre flores e frutos, restringindo-se às partes afetadas.
Solução Adesiva:
• 100 gramas de sabão de côco (1/2 barra)
• 2,5 litros de água
Pique o sabão de côco em pedaços pequenos e coloque em uma panela juntamente com a água. Leve ao fogo, mexendo sempre, até que o sabão esteja completamente dissolvido. Espere esfriar e guarde em recipiente fechado. Esta solução por si só não é capaz de controlar os problemas, ela tem a função de diluir, espalhar e fixar os remédios sobre as plantas. Use-a misturando bem com outras fórmulas, momentos antes das pulverizações.

 

PF0Calda de Fumo:
• 50 gramas de fumo em corda (cerca de 8 cm)
• 1 litro de água
Pique o fumo em pedaços bem miúdos e coloque em uma panela juntamente com a água. Ferva esta mistura por 25 minutos, acrescente a Solução Adesiva, mexa bem, tampe a panela e espere esfriar. Coe e pulverize sobre as plantas no mesmo dia, pois o princípio ativo é muito volátil. Utilize luvas e máscara ao trabalhar com o fumo, pois ele é tóxico. Ao aplicar sobre frutas e verduras, respeite um período de 10 dias de carência antes da colheita e lave-os muito bem antes de consumir. Indicada contra insetos e ácaros, como cochonilhas, pulgões, lagartas, etc.

Calda Bordalesa:
• 80 gramas de sulfato de cobre (7 colheres de sopa)
• 80 gramas de cal virgem (7 colheres de sopa)
• 10 litros de água
• 1 balde de plástico
• 1 panela
• 1 pano de algodão
• 1 arame
Pulverize bem o sulfato de cobre e coloque o no pano, como um sachê. Amarre bem o pano com o arame e pendure o sachê dentro do balde de plástico com 8 litros de água, de forma que ele não toque o fundo do recipiente, reserve. Faça o leite de cal, colocando cal virgem na panela e acrescentando lentamente 2 litros de água, mexendo até a completa dissolução. Esta mistura esquenta muito e pode queimar. Aguarde 24 horas para misturar as soluções. No lugar da cal virgem você poderá utilizar a cal hidratada para fazer o leite de cal, por ser mais prática e menos perigosa.
Verifique o pH da calda, mergulhando uma lâmina de ferro na solução. Se ela enferrujar na superfície em poucos minutos a solução está muito ácida e devemos acrescentar mais leite de cal. Teste a calda até que o pH esteja neutro e ela não enferruje mais a lâmina. Aplique a calda bordalesa no mesmo dia, sem diluir.
Utilize sempre equipamentos de proteção individual ao fazer e aplicar as caldas descritas. Não aplique em dias chuvosos, nem sob sol muito quente. Evite aplicar os produtos durante as florações, pois eles podem prejudicar seriamente a frutificação.
Você encontra os ingredientes da calda bordalesa em agropecuárias e lojas de materiais de contrução, já fumo em corda é facilmente encontrado em floras e lojas de artigos religiosos.

PF1Acima, foram descritas as receitas mais clássicas utilizadas no controle doméstico de pragas e doenças fúngicas, como a calda bordalesa por exemplo. As receitas abaixo, visam complementar com receitas alternativas que utilizam ingredientes naturais ou plantas na sua composição, mas que no entanto tem o mesmo objetivo, que é auxiliar no combate às pragas de jardim.

 

Solução de Cavalinha::
• 100 gramas de cavalinha (fresca ou desidratada)
• 1 litros de água
• 4 litros de água para diluição
Pique a cavalinha e misture à água, leve ao fogo baixo e após a fervura deixe por mais 5 minutos. Espere esfriar e coe, adicione a água de diluição e aplique sobre as plantas e o solo. Indicada contra donças fúngicas, fonte de cálcio e como alcalinizante.

Solução de Confrei:
• 300 gramas confrei
• 500 ml de água
• 3 litros de água para diluição
Bata no liquidificador, o confrei e os 500 ml de água, por 1 minuto. Dilua e aplique regularmente sobre as plantas suscetíveis. Indicada contra pulgões.

Solução de Piretro:
• 300 gramas de flores de piretro
• 1 litro de ácool etílico
• água para diluir
Misture o álcool com as flores e deixe descansar por 48 horas em um vidro bem fechado. Após este período a solução pode ser coada e utilizada diluída na proporção de 1:20, isto é 1 parte de solução para 20 partes de água. O piretro contém grandes concentrações de piretróide, o principal constituinte dos inseticidas domésticos. Indicada contra insetos e ácaros, como pulgões, cigarrinhas.

Solução de Cravo-de-defunto:
• 300 gramas de folhas, flores e talos de cravo-de-defunto
• 1 litro de ácool etílico
• água para diluir
Misture o álcool com o cravo e deixe descansar por 24 horas em um vidro bem fechado. Após este período a solução pode ser coada e utilizada diluída na proporção de 1:20, isto é 1 parte de solução para 20 partes de água. O cravo-de-defunto é um ótimo repelente de insetos e ácaros, como pulgões e cigarrinhas e pode ser consorciado com outras plantas com esta finalidade.

 

PF2

Solução Inseticida Picante:
• 50 gramas de pimenta do reino
• 50 gramas de pimenta malagueta (fresca ou desidratada)
• 8 dentes de alho
• 1 pedaço pequeno de gengibre
• 1/2 litro de ácool etílico
• 1/2 litro de solução adesiva (do artigo anterior)
Bata no liquidificador os condimentos com um copo de água. Acrescente o álcool à mistura e deixe curtir por uma semana em um frasco fechado. Acrescente a solução adesiva e dilua em 40 litros de água. Aplique sobre as plantas ou sobre o solo (neste caso não é necessária a solução adesiva). Indicada contra insetos, ácaros e nematóides.

Solução de Arruda:
• 1 maço grande de ramos e folhas de arruda
• 1 litro de água
• 2 litros de solução adesiva (do artigo anterior)
Bata no liquidificador a arruda e a água. Coe e acrescente a solução adesiva, misturando bem. Utilize em seguida. Cuidado, evite o contato da arruda e sua solução sobre a pele ou mucosas, pois pode provocar fortes irritações. Indicada contra insetos e ácaros, como pulgões, cochonilhas e cigarrinhas.

Solução de Losna:
• 300 gramas de losna
• 1 litro de água
Prepare um chá forte, com a losna e a água, deixando ferver por 5 minutos. Tampe a panela e aguarde o resfriamento completo. Coe a solução e pulverize sobre o solo e as plantas. Indicada contra lesmas e caracóis.

25/08/2009 at 19:39

Como fazer Adubação Foliar

af1

A adubação foliar é um processo de nutrição complementar à adubação via solo, acrescentando inclusive que deve haver a preocupação em aplicar adubos de solo que forneçam outros nutrientes além do NPK.
Este tipo de adubação é mais comumente utilizado na agricultura, em produções como as de arroz, café, soja, laranja, entre outros. Já para as plantas ornamentais, aquelas que se utilizam em paisagismo, o uso se restringe a algumas espécies de bromélias e orquídeas.
É imprescindível que seja feita uma consulta detalhada com profissional especializado, o qual poderá indicar a melhor solução para cada caso. As principais vantagens da adubação foliar são:
• Os nutrientes aplicados via foliar são rapidamente absorvidos pelas folhas das plantas, corrigindo as deficiências ou evitando que as mesmas se manifestem – as plantas absorvem cerca de 90% do adubo, sendo que uns elementos são mais assimiláveis que outros, enquanto isso, o adubo colocado no substrato perde cerca de 50% de sua eficiência – minutos após a aplicação do adubo, ele completa uma primeira fase de absorção e no fim de algumas horas chega às raízes.
af2• Aumenta o aproveitamento dos adubos colocados no solo, principalmente os NPK, pois as plantas terão maior capacidade de absorção.
• Pode-se aplicar o nutriente específico na fase em que a planta apresentar maior demanda deste, isto é, nos momentos mais críticos.
• Estimula o metabolismo vegetal devido à rápida absorção e utilização dos nutrientes, o que proporciona estímulo na formação de aminoácidos, proteínas, clorofila, etc.
Na aplicação das soluções para este fim, é importante observar o PH (acidez/alcalinidade), pois as plantas só absorvem os nutrientes numa estreita faixa de PH e esses valores irão variar dentro de certos limites de acordo com cada espécie vegetal.
Como é o mecanismo de absorção?

Os estômatos (as estruturas que compõe a camada superficial das folhas) são os responsáveis pela maior parte da absorção dos nutrientes, mas a própria cutícula que recobre as folhas, quando hidratada, permite a passagem dos nutrientes; ela é permeável à água e às soluções de adubo.
Para melhorar as condições de absorção das folhas, costuma-se adicionar às soluções nutritivas substâncias denominadas agentes umectantes, que pela sua ação adesiva, impedem que a solução escorra por ação da gravidade, e por sua ação umectante dificultam a evaporação da água, mantendo os nutrientes mais tempo em contato com a superfície foliar. A concentração da solução depende da tolerância de cada planta, e não devem ser aplicadas nas horas mais quentes do dia (entre 9 e 16 horas).
O uso simultâneo do adubo com pesticidas, fungicidas, etc., se não for bem equacionado, pode trazer problemas de incompatibilidade ou desequilíbrio da fórmula do adubo.

af3Algumas pessoas argumentam que a adubação foliar é muito cara, no entanto, deve-se lembrar que ela deve ser complementar, sendo que as quantidades utilizadas são pequenas. E mais, observe que a escolha do adubo é muito importante, pois alguns elementos utilizados de maneira errada podem queimar as plantas. Fique atento!

19/08/2009 at 17:39

Dicas sobre Podas

Aprenda neste artigo sobre alguns tipos de podas.

Podar1

A poda é o melhor método para manter suas plantas num tamanho razoável, elegantes e saudáveis. Antes de iniciar a poda, certifique-se que as ferramentas que serão utilizadas estejam bem afiadas e limpas. Um corte “mastigado” leva mais tempo para cicatrizar, expondo a planta às doenças. Toda poda é utilizada para alguma finalidade e cada qual possui uma técnica diferente:

Podar2Abrindo uma planta densa

Comece eliminando os ramos fracos e doentes. Se você cortar os ramos logo acima de uma gema um novo ramo irá nascer no local da poda só que mais fino do que aquele que foi eliminado. Caso deseje eliminar o ramo todo corte-o bem rente ao caule ou ao ramo maior do qual ele brotou. Continue podando até obter o efeito desejado.

 

Removendo ramos ladrões

Algumas plantas produzem brotações grandes e vigorosas, mas que lhes dão aspecto desordenado, esses ramos ou brotações podem e devem ser removidos a qualquer época do ano. Normalmente são chamados de ladrões, pois utilizam muita força planta para crescerem, prejudicando os demais.

Podar0

Poda sanitária

Uma boa prática no trato das suas plantas é a remoção dos ramos doentes e com folhagem descolorida. Quanto mais rápido for eliminado um ramo doente ou infectado, mais fácil será salvar a planta. Todo ramo infectado ou doente deve ser retirado.

12/08/2009 at 22:56

Dicas de Cercas Vivas

Neste artigo, aprenda dicas importantes sobre Cercas Vivas

cv2

Funções das Cercas Vivas

Além do indiscutível efeito decorativo, as cercas vivas têm duas funções primordiais no paisagismo: delimitar espaços e proteger. Ambas as funções têm um sentido abrangente, que oferece diferentes maneiras de utilização, de acordo com a necessidade de cada um.
Podemos, por exemplo, dividir o jardim em dois ou mais ambientes, sem, no entanto barrar a visão entre os espaços. Para isto, pequenos e médios arbustos, e até mesmo ervas se prestam. Já a criação de espaços menores, através da utilização de cercas vivas mais altas, favorece a intimidade e a introspecção, permitindo o uso da área para um longo bate-papo ou uma tranqüila meditação.
A privacidade, o conforto e a segurança são os anseios mais freqüentes quando se pensa em utilizar cercas vivas, seja em jardins residenciais, como em indústrias ou fazendas. Como foi citado anteriormente, a função de proteger é bastante ampla e desta forma podemos aproveitar as características das cercas vivas para nos oferecer a privacidade, o conforto e a segurança que tanto almejamos.

Assim, uma sebe alta e compacta, protege com eficiência uma área com piscina contra olhares curiosos. Da mesma forma, cercas vivas largas e espessas formam uma forte barreira contra ventos, ruídos, e poeira. Já os arbustos espinhosos se prestam para manter invasores afastados e atém mesmo para coibir a fuga de animais maiores da propriedade, como bois ou cabras.
As cercas vivas são apropriadas também para esconder áreas ou estruturas feias no jardim, tais como: casas de máquinas, pequenos depósitos, composteiras, muros, lixeiras, etc.
O profissional paisagista deve saber explorar as funções básicas das cercas vivas, criando efeitos secundários, como orientar os pedestres pelos caminhos, destacar áreas ou elementos, atrair a fauna silvestre, adicionar movimento, textura, volume, contraste, estilo e perspectiva, entre outros aspectos não menos importantes que podem ser criados ou melhorados para o bem-estar e a satisfação dos utilizadores do jardim.

Com certeza, há espécies de plantas mais adequadas a uma ou outra função. Da mesma forma, as plantas escolhidas também devem se adequar ao clima e ao tipo de solo da propriedade, assim como o estilo do jardim e o nível de manutenção que será despendido.
No final deste artigo você encontrará uma lista com sugestões de espécies para diferentes funções. Estude as diferentes espécies para a função que você deseja e escolha sempre aquelas que se adaptam às condições de sua propriedade, dando preferência às espécies nativas.
Preparo do terreno e plantio:

Uma sebe leva em média cerca de 3 a 5 anos para atingir a altura, a largura, o formato, a resistência e a densidade necessárias para desempenhar sua função. Da mesma forma, a uniformidade das plantas também é de extrema importância em uma cerca viva, pois uma única planta com falhas pode acabar com o objetivo e o visual da cerca. Assim, os cuidados adequados no preparo do terreno e plantio de cada muda são indispensáveis à formação de um renque com saúde, beleza e longevidade, além de garantir seu rápido desenvolvimento inicial.
Atente ao espaçamento entre as mudas, que varia de espécie para espécie e deve sempre ser respeitado. Um erro comum é reduzir o espaçamento entre as mudas, com o intuito de acelerar a formação da cerca. Assim, as raízes e os ramos irão se sobrepor de maneira excessiva, gerando competição por luz, água e nutrientes e prejudicando o desenvolvimento e a saúde de cada planta. Ao invés disso, é preferível adquirir mudas mais desenvolvidas e até mesmo plantas adultas, respeitando o espaçamento recomendado para a espécie.

cv1

A melhor época de plantio é a primavera. Pode ser adotado o sistema de linha simples ou dupla (com covas intercaladas). O plantio em linha dupla é recomendado para a formação de cercas vivas mais largas em menor tempo. Neste caso as covas são feitas intercaladas, formando um zigue-zague. No entanto, este tipo de plantio acaba por consumir maior espaço no jardim em detrimento a outras áreas. A linha simples pode ser formada por uma única valeta ou por covas alinhadas. As covas devem ter, pelo menos, o dobro do tamanho do torrão de cada muda.
A preparação do solo inclui a correção do pH e da fertilidade, realizada preferencialmente com base na análise do solo em um laboratório de confiança. O incremento de matéria orgânica e adubos nesta fase são essenciais, mas devem ser balanceadas, pois há o risco de queimarem as delicadas raízes em formação. O ideal é seguir a recomendação de adubação para cada espécie. Uma boa formulação NPK para esta fase é 04-14-08 ou se preferir adubos orgânicos, utilize farinha de ossos e terra vegetal. Não esqueça de misturar bem os compostos à terra e deixá-la descansar antes do plantio por alguns dias.

A irrigação deve ser diária nas primeiras semanas após o plantio, dando preferência para o final da tarde ou início da manhã. Após cerca de dois meses, podemos reduzir a freqüência das regas e iniciar a adubação de arranque, que estimulará o crescimento inicial. Esta adubação, ao contrário da adubação de plantio, é de cobertura e deve conter maior quantidade de nitrogênio, como na fórmula NPK 10-10-10.
O projeto para a implantação de um bom sistema de irrigação por gotejamento no plantio da cerca viva pode ser estudado e deve ser solicitado a um profissional da área como o paisagista ou o engenheiro-agrônomo.

cv5

Podas

O modo, a forma e a freqüência com que os arbustos são podados, assim como a espécie escolhida vai determinar o estilo da cerca viva, que pode ser formal (formas compactas e geométricas) ou informal (formas livres e menos densas). As cercas vivas formais são apropriadas para jardins formais, como os de estilo inglês ou italiano. Elas geralmente necessitam de sol pleno, manutenção mais freqüente e arbustos de crescimento moderado, resistentes e de folhas perenes, pequenas e firmes.
Já as sebes informais são mais adequadas a jardins informais, como os de estilo tropical, rochoso e campestre. Na maioria dos casos estas cercas vivas são rústicas e dispensam maiores gastos com manutenção. Muitas vezes é preferível que cresçam completamente ao natural pois sua forma é mais bonita assim ou porque a espécie simplesmente não tolera podas.
Independentemente do estilo escolhido, as podas de cercas vivas se dividem em dois tipos: as de formação e as de manutenção. Na poda de formação estimula-se o adensamento da planta e o crescimento das gemas laterais, através da regulação do crescimento em altura da planta. Para isto a planta deve ser “treinada” desde jovem, adaptando-se gradativamente à forma final. Isto se obtém com tesouras próprias para poda, reduzindo-se os ramos muito viçosos e aparando ramos alongados que se destacam na folhagem.

cv3

Bases desfolhadas acabam com o visual das cercas vivas

Na poda de manutenção, além da forma básica que se deseja obter é importante atentar que a região inferior da planta não fique na ausência de luz. Este erro é mais comum do que parece e sua principal conseqüência é o surgimento de bases desfolhadas, com falhas e muitos ramos mortos ou doentes. Este problema acontece principalmente quando se submete à forma quadrada ou redonda formal sem considerar que a parte superior sempre crescerá mais que a inferior, pois tem mais acesso à luz. O quadro 1 ilustra a maneira correta e incorreta de podar.

Outro cuidado importante é evitar a formação de calosidades nos ramos por podas consecutivas no mesmo ponto. Estes engrossamentos dificultam a passagem da seiva, comprometendo a saúde da cerca viva. Para prevenir este problema é importante podar sempre a alguns milímetros do local da última poda.
As cercas vivas floríferas devem ser resguardadas de podas no período que antecede à floração, para que tenham a floração preservada. Cada espécie florífera tem suas particularidades quanto à época de poda que deve ser respeitada. O mesmo se aplica às cercas vivas que produzem frutos, muito embora as podas recomendadas para cercas vivas não sejam apropriadas à frutíferas, que frutificarão ocasionalmente.

Sugestões para cada Uso

Plantas para delimitar áreas:

• Buxinho
• Resedá-amarelo
• Azaléia
• Clúsia
• Cruz-de-malta
• Pingo-de-ouro
• Viburno
• Abélia
• Gardênia
• Hortênsia
• Ixora
• Ligustrinho
• Oleagno
• Nandina
• Pitósporo-japonês
• Louro-americano
• Escova-de-garrafa
• Lantana
• Fórmio

Plantas para barrar pó e ruídos:

• Murta
• Dracena
• Crista-de-peru
• Manacá-de-cheiro
• Malvavisco
• Caliandra
• Cheflera-pequena
• Laurotino
• Tumbérgia-erecta
• Cipreste-dourado
• Cedrinho
• Tuia-macarrão

 Plantas para barrar ventos

• Grevílea
• Podocarpo
• Bambu-gigante
• Pinus
• Cipreste-italiano
• Cheflera-pequena
• Kaizuka
• Palmeira-areca
• Cipreste-dourado
• Cedrinho

 Plantas para proteger contra invasores:

• Coroa-de-cristo
• Piracanta
• Aveloz
• Primavera
• Berbéris
• Sansão-do-campo

Plantas floríferas:

• Hisbisco
• Camélia
• Abélia
• Resedá-amarelo
• Marmelinho-ornamental
• Manacá-da-serra
• Rosa-de-sarom
• Bela-emília
• Primavera
• Espirradeira
• Estrela-do-egito
• Gardênia
• Hortênsia
• Rosa-rugosa
• Ixora
• Abutilon
• Lantana

31/07/2009 at 20:26

Introdução à Arte do Bonsai

Aprenda neste artigo os princípios básicos da arte do bonsai:

bonsai00

O que é um bonsai?

A tradução da palavra para o português literal é “plantada em vaso”, e não árvore em miniatura ou anã como foi por muito tempo difundido no Brasil.
Um bonsai não é uma muda ou uma manipulação afim de deixar uma pequena árvore estressada. É a representação da natureza, dando à uma árvore madura e capaz de produzir flores e frutos a chance de expressar todas as características que ela seria capaz de apresentar no ambiente natural dela.
O homem não tenta criar a natureza e ser Deus, mas dá condições para que a natureza se mostre como ela é.
A arte do bonsai demanda tempo, paciência e, é claro, talento. Durante muito tempo, formatos esdrúxulos que tinham troncos exageradamente retorcidos foram os exemplares mais caros, mas hoje se admira muito mais aqueles que são representação das espécies em seus ambientes naturais.

bonsai02Origem do bonsai
Não se tem registro garantido sobre a origem do bonsai. Através de manuscritos e desenhos, se sabe, porém, que a China é o país que deu origem a esta arte.
No início, o objetivo era apenas coletar árvores pequenas na natureza e criá-las em vasos, mas com o tempo o cultivo delas foi se tornando uma arte. Apesar da China ser a dona do título de mão da arte, foi o Japão que a tornou mundialmente famosa.
Nos séculos XI e XII houve a grande invasão da cultura chinesa no Japão. Desde então o bonsai tem sido uma técnica conhecida como japonesa, o que já sabemos não ser verdade.

Primeiramente o cultivo das pequenas árvores era restrito aos nobres, mas com a expansão da cultura zen, logo o bonsai se popularizou no Japão e depois para a Europa com a chegada dos portugueses e espanhóis ao oriente.
No século XVIII os ingleses retornavam do Japão trazendo os primeiros exemplares para a Europa, e em 1878 já havia em Paris a primeira exposição européia. Em 1959, um grande mestre bonsaísta, Yoshi Yoshimura, levou para os Estados Unidos a técnica. Depois disso, para se espalhar para o mundo todo foi questão de vinte ou trinta anos.
No Brasil as primeiras famílias japonesas que vieram na imigração que teve como destino São Paulo no início do século passado trouxeram os primeiros bonsais para o nosso país. Mas a arte só se popularizou em todo o território com o sucesso do filme Karatê Kid I e III.

Como fazer um bonsai?

Basicamente podemos fazer um bonsai através de:
Yamadori:
É o método o preferido dos bonsaístas que praticam a arte por puro prazer. Consiste em retirar árvores de montanhas, matas ou outros locais, onde elas estejam tendo seu crescimento limitado por sombra ou por não conseguir expandir suas raízes ou outros motivos. É a técnica que tem maior chances de erro para principiantes, mas é a técnica que nos dá melhores resultados em um curto espaço de tempo.
Sashiki:
Cultivo por estacas. Bonsais advindos de estacas normalmente, se bem escolhida a estaca, nos dão bons resultados, mas com um tempo um pouco maior.
Mudas:
Esse método nos dá um nível de sucesso bem grande e normalmente nos possibilita manejar a árvore desde muito nova, mas o tempo para se obter o bonsai pode ser muito longo.
Misho:
A partir de sementes, é o primeiro passo para se ter uma muda, mas o tempo é o fator mais limitante. Normalmente só quem trabalha com sementes são bonsaístas profissionais que fazem bonsais para vender.

bonsai01Tipos de podas
Podas drásticas: é necessária quando a muda tem aspecto muito alta e de tronco muito fino. A poda drástica serve para a planta engrossar o caule e aumentar as raízes mais superficiais. Deve ser feita de forma a não danificar o tronco e de não diminuir tanto a área foliar fotossinteticamente ativa.
Poda das folhas: serve para retirar folhas de lugares que possam deixar a copa com aspecto estranho. Neste caso cortamos a folha de forma a deixar o pecíolo na planta até que a própria possa cicatrizar o local de onde se tirou folha.
Podas de refinamento: comum em pinheiros, é feito com as mãos, arrancando-se os ponteiros e as folhas mais jovens na primavera.

Amarrações: Utilizam-se amarrações com arames de cobre ou alumínio. A disposição das amarrações é feita de forma a “enrolar” os galhos que deverão ser guiados na direção desejada. Os arames nunca podem se cruzar sobre os galhos.
Poda das raízes: A poda das raízes é fundamental para a sobrevivência do bonsai. É com a poda das raízes que a planta adquire aspecto mais velho. O intervalo entre uma poda e outra varia de espécie para espécie e em bonsais muito velhos pode ser dispensada.
Para se podar as raízes, devemos tirar a planta do vaso e tentar manter a integridade do torrão de terra que fica em torno da maior parte das raízes. Com cuidado devemos podar as raízes excedentes de forma cuidadosa e com material adequadamente afiado.
Após a poda de raízes a planta deve ser novamente colocada no vaso e coberta com terra orgânica.
Sistema de drenagem:

No fundo do vaso de qualquer bonsai devemos ter um sistema de drenagem eficiente.
Normalmente o fundo do recipiente tem um grande furo que deve ser coberto internamente por tela. No fundo é bom ter uma camada de cascalho grande e outra camada de cascalho pequeno. Acima disso deve vir uma camada de terra, o torrão com o bonsai (que deve ter solo bem estruturado e estável, não somente terra de jardim ou terra orgânica) e acima do torrão terra orgânica ou substrato.

Como molhar seu bonsai

 
O bonsai deve ser molhado de forma abundante, por isso é necessário um bom sistema de drenagem, mas somente quando a terra estiver molhada. No verão é necessário que se molhe a copa com um borrifador.

Sol ou sombra?
Depende da espécie. Mesmo que o bonsai precise de sombra, esta deve ser proporcionada com sombrite ou com a sombra de outra árvore. Bonsais são árvores que não “gostam” de interiores, e precisam, para se aproximar da sua forma natural, sofrer a influência do tempo.

Quais são as melhores espécies?
Depende. Os pinheiros são muito utilizados e as mirtáceas (goiabeiras, cerejeiras, araçazeiros, pitanga, etc) são muito resistentes pelo fato de serem nativas. Leguminosas e azaléias são muito plantadas também.
Ao contrário do que se pensa, o bonsai não tem que ter folhas pequenas, pois uma única folha pode representar uma parte da copa. A princípio, todas as árvores podem ser bonsais, mas conseguir fazer com que todas se adaptem ao envasamento… aí é outra história.

E a adubação?

Os bonsais precisam ser adubados de tempos em tempos e com determinadas concentrações de macro e micronutrientes. A adubação pode ser com compostos orgânicos de ação mais lenta ou fertigramas industriais de ação rápida e usada em menores quantidades, porém mais caro e com um maior risco de intoxicação por excesso.

22/07/2009 at 23:04

Dicas de Inverno Para Seu Jardim

Aprenda neste artigo algumas dicas de inverno para seu jardim.

inverno

Na Europa, com o clima temperado, o inverno traz as geadas e a neve, mas na maior parte do Brasil, o inverno é apenas mais uma estação de calor. O frio que caracteriza esta estação está presente apenas nos estados do sul, sudeste e em regiões serranas e mesmo assim não chega a ser tão rigoroso. No entanto, apesar de não esfriar em outros locais do Brasil, o tempo se modifica um pouco, é época de chuvas no nordeste e secas no centro-oeste. A região norte é a única que não se altera muito, devido a ação reguladora da floresta.

coniferaConíferas são naturalmente resistentes ao inverno.
No inverno característico e frio, de nossas regiões subtropicais, um pouco de atenção com o jardim pode garantir um estação com flores e frutos, e preparar as plantas e o solo para a primavera que se aproxima. Algumas plantas são naturalmente resistentes ao frio, não exigindo tarefa alguma no inverno, como as coníferas (pinheiros e ciprestes). Outras, como as plantas tropicais, hortaliças e árvores frutíferas podem exigir alguma manutenção, mas nada que se compare às outras estações. Confira a seguir algumas dicas para a estação mais fria do ano:

 Podas de arbustos e árvores

Em locais frios, muitas espécies de plantas cessam seu crescimento vegetativo, dormindo até a chegada da primavera. Entre estas espécies, encotram-se muitos arbustos e árvores, que necessitam de podas de limpeza e formação nesta época. Remova galhos secos, malformados e doentes, pois desta forma a luz ficará melhor distribuída pela copa da planta. Não é muito difícil reconhecer as plantas que podem ser podadas nesta época. Geralmente as plantas originárias de clima temperado e as plantas que perdem as folhas no inverno. Não pode as plantas que estão em flor ou com botões, mesmo que tenham perdido as folhas, pois elas não estão dormindo, estão em plena atividade.

Combate a pragas e doenças

O inverno também é época ideal para combater pragas e doenças. A maioria delas reduz sua proliferação neste período, sendo um bom momento para controlá-las de forma mais eficiente. Fugindo à regra, algumas doenças fúngicas aumentam neste período, principalmente em regiões com longos períodos chuvosos. O mesmo acontece com as lesmas e caramujos, que se aproveitam da umidade, e da temperatura amena para devorar as folhas verdes.

Para evitar a infestação por estas pragas e doenças, enquanto as plantas estão mais sensíveis, é importante remover as restos das plantas anuais de verão, que estão mortas ou fracas nos canteiros. Retirar galhos secos, flores, frutos e folhas caídos, e colocá-los na compostagem, também ajuda a manter as pragas afastadas. Pulverizações preventivas, com fungicidas a base de cobre, como a calda bordalesa, devem ser realizadas pelo menos a cada mês, nas frutíferas, orquídeas, arbustos, mudas, sementeiras, etc.

 Correção e adubação do solo

 
Nas plantas em repouso, as adubações químicas devem ser evitadas. Desta forma o período é bom para a correção do solo, com calcário dolomítico ou calcítico, já que a calagem não pode ser feita concomitantemente com a adubação. Durante a correção do solo, revolva os canteiros, assim mistura-se melhor o calcário e evita-se a compactação. Não esqueça de fazer uma análise de solo completa antes, e desta forma planejar a adubação para as próximas estações.

Nas plantas que estão em crescimento, floração e frutificação, adubações são bem vindas, principalmente com os adubos orgânicos, que têm liberação mais lenta. Em locais frios, misture esterco bem curtido e farinha de ossos à terra dos canteiros e vasos de bulbosas, petúnias, roseiras, prímulas, begônias e amores-perfeitos.

 Proteção contra o frio

 

Cobertura morta nos canteiros de bulbos.
Coloque cobertura morta nos canteiros, seja no frio ou no calor. Esta cobertura, além de servir como isolante térmico, irá repor a matéria orgânica, melhorando a fertilidade e a textura do solo, além de proteger as plantas da estiagem. Servem para esta função, serragem, casca de pinus, folhas secas, aparas de grama, entre outros materiais.

As plantas tropicais merecem uma atenção especial no frio. Elas são sensíveis às geadas e temperaturas muito baixas, e devem ser protegidas durante a noite com lonas, plásticos, tecidos de tnt ou mantas bidim. Este cuidado serve também às hortaliças, além de mudas de flores e forrações mais delicadas.

Irrigação especial

Como o frio reduz a evaporação da água, no inverno as regas são reduzidas. Via de regra, deve-se irrigar apenas quando a superfície do substrato apresentar-se seco. Para o gramado, basta ficar de olho nas folhinhas: quando elas começarem a enrolar é porque já está na hora de regar.

Outro cuidado importante é regar as plantas pela manhã, por dois motivos: A rega à tarde e à noite faz com que a terra permaneça muito tempo úmida, favorecendo pragas e doenças. Outra razão importante para regar pela manhã, é que, caso tenha ocorrido alguma geada à noite, você tem a chance de derreter o gelo antes do sol, evitando assim as típicas queimaduras nas folhas.

O inverno é época de amor-perfeito. No nordeste, com a época da chuvas, as plantas dispensam maiores cuidados, pois ficam até mais bonitas. Adubações continuam sendo bem vindas nestas condições. No centro-oeste, ao contrário, a estiagem castiga as plantas tropicais, e irrigações e pulverizações suplementares fazem bastante diferença na saúde e vitalidade das plantas.

Em resumo, o inverno é um período de baixa manutenção, mas que exige alguns cuidados, para que as plantas atravessem o inverno com vitalidade. É o período de preparar a terra para as intensas atividade de primavera. No paisagismo, é o momento de planejar, escolher as espécies que vão ser plantadas na próxima estação e decidir como serão os canteiros. No quadro abaixo, há quatro listas com sugestões para você plantar, colher e podar no inverno e uma lista das espécies em flor nesta estação. Aproveite e tenha um inverno florido!

Jardinagem e Paisagismo no Inverno

Espécies em flor Espécies para plantar

Amor-perfeito
Begônia
Manacá-da-serra-anão
Calceolária
Centáurea
Érica
Marmelinho-ornamental
Eritrina
Ipê-branco
Azaléia
Buquê-de-noiva
Ciclâmen
Trepadeira-africana
Petúnia
Lobélia
Jasmim-amarelo
Orquídeas
Cipó-de-são-joão
Cinerária
Caliandra-rosa
Boca-de-leão
Resedá
Narciso
Glicínia
Cipó-de-sino
Primavera
Birí
Batata
Cravo
Gladíolo
Açucena
Narciso
Lírio
Agapanto
Cercas-vivas
Begônia
Boca-de-leão
Gerânio
Sálvia
Verbena
Aquilégia
Cravina
Amor-perfeito
Ervilha
Cebola
Malva-rosa

  • Espécies para podar Espécies para colher
    Roseira
    Groselha
    Macieira
    Pessegueiro
    Ameixeira
    Figueira
    Clerodendro
    Pereira
    Videira
    Liqüidambar
    Abélia
    Kiwizeiro
    Bico-de-papagaio
    Cipó-uva
    Jasmim
    Framboesa
    Acácia-mimosa (após a floração) Aipo
    Acelga
    Couve
    Alho-porró
    Manga
    Caqui
    Laranja
    Beterraba
    Cenoura
    Morango
    Abacate
    Banana-prata
    Tangerina
    Mamão-papaia
    Kino
    Granadilha
    Carambola
    Pitaia
    Figo
    Chicória
    Maçã
    Ervilha
    Nabo
    Aspargo
    Rabanete

17/07/2009 at 22:33

Como fazer uma horta de apartamento

Hortas suspensas são ótimas para espaços pequenos.

Hortas suspensas são ótimas para espaços pequenos.

Todo mundo quer uma alimentação saudável. Para uma alimentação segura e balanceada, uma horta caseira é uma excelente opção. Mas quando há falta de espaço… isso parece uma missão impossível. Mas não é. Com paciência e as ferramentas certas sua horta ficará ótima.

Nesse artigo você entenderá como montar uma mini-horta em vasos de um modo muito simples e descomplicado. Você poderá faze-la até mesmo no seu apartamento.

 

Escolhendo o local, o vaso, e o que plantar

Local
Em locais escuros ou mal-iluminados, as plantas não fazem fotossíntese e não crescem adequadamente. Portanto, escolha um local bem iluminado, com bastante luz natural disponível.
Em apartamentos, a sacada e a área de serviço costumam ser bons locais.

Vaso
Para isso não há regras, só algumas recomendações básicas:
Os vasos devem possuir furos em baixo para drenar o excesso de água.
Vasos muito altos são desnecessários. 20 cm de altura costumam ser suficientes para um bom desenvolvimento das raízes. Vasos rasos demais secam muito rapidamente.

Preparo do vaso e plantio

Como preparar o vaso

Há várias formas de prepararmos o vaso, mas o importante é facilitar a drenagem de água e disponibilizar nutrientes para a planta através de matéria orgânica.

Para evitar que o vaso se encharque, basta cobrirmos o fundo do vaso com uma camada fina de pedras britadas, cacos de telha ou porcelana, ou mesmo outro material que tenha disponível.

A terra utilizada pode ser preparada de diversas formas, atingindo resultados semelhantes. Recomenda-se sempre adicionar sempre um pouco de húmus, mas sem exageros, pois seu excesso pode levar as plantas à morte.

Plantando as mudas ou sementes

Se utilizar sementes, semeie na profundidade recomendada na embalagem, mas desconsidere o espaçamento recomendado quando plantar em vasos. A semeadura também pode ser feita em sementeiras.

Se já possuir mudas, ou mesmo talos para estaquia, o plantio é bem mais simples. Plante a muda nivelando-a com o solo do vaso, preenchendo os espaços vazios com terra. Pressione levemente em torno da muda para eliminar os bolsões de ar.

Regue o vaso até que fique bastante úmido, devagar, sem inundar o vaso.

Manutenção da horta em vasos

Manter a horta é muito fácil, além de ser uma verdadeira terapia. Separamos três tópicos que consideramos importantes para o seu melhor cultivo.

Regras

Procure manter o vaso sempre levemente úmido, sem nunca encharcar, já que isso poderia matar a planta e causar doenças na mesma. Molhar uma vez por dia normalmente já é o suficiente.

Adubação

Se desejar, adube o vaso com pequenas quantidades de húmus, adubos minerais (NPK), ou adubos líquidos. Evite exageros, já que o exagero pode levar à “queima” da planta, podendo matá-la.

Replantando
As pequenas plantas não duram pra sempre, uma hora começarão a exibir um mau aspecto. Quando isso ocorrer, você deverá replantar as mudas, utilizando o mesmo procedimento anterior, devendo-se trocar a terra do vaso.

24/06/2009 at 12:25


Categorias

Tópicos recentes

Siga-nos no Twitter

Twitter @MrTreco

Receba em primeira mão os novos artigos de nosso Blog!

Nosso Site Oficial

Site Oficial MrTreco

Conheça o site oficial da MrTreco.com! Muito mais artigos e produtos.