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Tudo sobre Pregos

Aprenda neste artigo sobre os diversos tipos de pregos e suas utilidades.

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Os diversos tipos de cabeças

O prego de cabeça chata , é muito utilizado, por exemplo para as junções em madeira. O prego de arame é especialmente destinado a trabalhos de marcenaria e para assoalhos. Enterre a cabeça com o punção, encha eventualmente com massa de madeira.

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Pregos de aço

Estes pregos são feitos de um metal de grande resistência. Existe igualmente uma variedade canelada , em aço temperado, servem para fixar madeira sobre matérias empedradas. Para as pedras duras e o concreto, é no entanto preferível utilizar as escápulas.

Pregos de cabeça larga

Servem para a fixação de chapas de cobertura e para trabalhos de construção. Os mais longos (direita), com a cabeça chata e larga, servem para a colocação de placas de ardósia. Os mais curtos (esquerda), cuja cabeça talvez ainda mais larga, são utilizados em placas asfálticas.

Pregos para gesso

 Os pregos para gesso são canelados e providos de uma cabeça chata estriada. São utilizados para fixar placas de gesso sobre ripas de madeira. São galvanizados, o que é importante visto que a ferrugem mancharia o gesso de forma irremediável.

Pregos para painéis isolantes

Estes pregos são feitos de aço, eventualmente galvanizado, (algumas vezes dourados), a sua ponta é quadrada. A sua cabeça é chata, lisa e larga (mais de 1 cm de diâmetro). Estes pregos são feitos para a fixação de painéis em materiais moles, como a lã de vidro e outros isolantes.

Pregos rosqueados

Igualmente conhecido como prego-parafuso, porque, devido à sua forma, eles penetram enroscando-se na madeira. Utilizam-se para construções de madeira, freqüentemente com ferragens de ancoragem. Eles são muito difíceis de arrancar. Faça um furo prévio de diâmetro inferior antes de o pregar em madeira dura .

 

P3Pregos rosqueados especiais

Servem para fixar os revestimentos de telhados. Existe um modelo previsto para assegurar a impermeabilidade do local de fixação : o cimo da sua cabeça está coberta com uma camada especial. Existem igualmente os pregos rosqueados destinados à fixação de revestimentos ondulados betuminosos.

Tachas e pregos de guarnição

As tachas de estofador são destinadas a fixar as guarnições (couro e tecido) à madeira dos móveis. Elas são muito robustas. Os pregos de guarnição ou estofador (esquerda), de cabeça dourada, redonda e oca são geralmente utilizados para disfarçar as tachas nos tecidos dos assentos.

Prego-escápula

O prego-escápula permite segurar objetos e materiais empedrados “moles” ou a madeira. O prego escápula em aço, serve para fixar objetos mais pesados. O prego de olhal é um dos acessórios utilizados para fixar guarnições e janelas a alvenaria .

Prego grampo ou “U”

Os pregos grampos ou “U” são dobrados, terminando cada extremidade numa ponta e servem para fixar telas, redes de vedação ou arame farpado a pilares de madeira. São normalmente galvanizados o que lhes permite resistir às intempéries.

11/08/2009 at 22:25

Conhecendo Parafusos

Conheça neste artigo os diversos tipos e aplicações de parafusos.

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Os tipos de cabeça:

Com os parafusos de fendas utilize chaves de fendas de tamanho próprio : a extremidade da sua lâmina deve corresponder perfeitamente às dimensões da fenda. As cabeças Philips  oferecem uma prisão melhor, nomeadamente do tipo “pozidriv” . Os parafusos “torx”  apresentam um orifício em “estrela”.

Paraf02Parafusos para Madeira:

Sempre que o parafuso não tenha que ficar embutido opte pelo modelo de cabeça redonda , que lhe permitirá exercer mais força ao apertar. Caso contrário escolha um de cabeça cônica . O parafuso de cabeça redonda cônica  serve para a fixação do material sanitário ou para os trabalhos com ferragens.

Comprimento dos parafusos

O comprimento indicado para os parafusos de cabeça cônica (plana) assim como para os “tirefond” é o seu comprimento total. Os parafusos de cabeça redonda são medidos a partir da base da cabeça , o comprimento dos parafusos de cabeça cônica é medido a partir do topo da parte cônica da cabeça .

Parafusos Auto-Atarrachantes (Abre-rosca):

Os parafusos auto-atarrachantes (de cabeça Philips)  são providos, em todo o seu comprimento de uma rosca cortante (algumas vezes revestidos de uma fina camada de lubrificante) evitando a necessidade de furo prévio. O parafuso abre-rosca serve para as placas finas de metal ou de plástico:

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“Tirefond”

Os “tirefond” são parafusos para madeira “clássicos” mais largos e de cabeça sextavada. Utilizam-se sobretudo para unir peças de madeira (sempre que a união deve ser robusta e que o seu aspecto não importe). Aperte-os com a ajuda de uma chave de bocas ou cachimbo.

Camarões / Pitões

Para pendurar objetos pesados, prefira um camarão (esquerda). Os camarões de olhal aberto (centro) ou fechado (direita) permitem pendurar todo o tipo de objetos. A maior parte é rosqueada (rosca normal) até metade do seu comprimento.
Parafusos de Rosca
A colocação de um parafuso de rosca de cabeça cônica plana (com uma porca) exige uma escareação prévia. Os parafusos de rosca de cabeça cilíndrica ficam visíveis pois a base da sua cabeça é plana. Utilizam-se com ou sem porca para uniões de vários tipos.

Parafusos de Ferro

O parafuso mecânico de cabeça sextavada pode ter rosca sobre uma parte ou todo o seu comprimento. No primeiro caso, aperta-se sempre com uma porca. O parafuso de cabeça redonda abaulada tem uma gola quadrada, que ao enterra-se na madeira o impede de rodar.

Paraf04Porcas e Arruelas

As porcas (esquerda) utilizam-se com parafusos metálicos ou cavilhas de ferro com cabeça e rosca. As porcas cegas (direita) colocam-se nas extremidades dos eixos (por exemplo bicicletas). As porcas borboletas (centro inferior) apertam-se facilmente e sem ferramenta. Existem ainda porcas auto-bloqueadoras.

As arruelas de chapa repartem sobre uma maior superfície a pressão da porca ou da cabeça do parafuso. A arruela de pressão com a mesma função assegura ainda a blocagem do parafuso. A arruela encartilhada pode ser usada com uma arruela de chapa .

22/07/2009 at 22:28

Como Utilizar A Plaina

Aprenda neste artigo dicas importantes para você começar a utilizar a plaina, ferramenta fundamental na Marcenaria.

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Plainas :
Existem plainas em madeira e metálicas; em diversos tamanhos e modelos diferentes.

 Plaina elétrica :
Verifique primeiro a largura,  a potência e a profundidade do corte máximo que a maquina efetua.

 Esquadro :
É indispensável para traçar os cortes a efetuar um peças de madeira.

 Régua :
Uma régua comprida e reta serve para controlar o plano das superfícies da maiores dimensões.

 Bancada :
Uma bancada acima de tudo tem de ser estável, para executar trabalhos pesados ou delicados..

 Guia :
Para aplainar superfícies retas e em ângulos retos, é aconselhável a utilização de uma guia.

 Torno/Morsa :
Escolha um
torno suficientemente pesado para ficar estável, ou um modelo que possa ser fixado na bancada (nº 4 ou 5).

 Grampos :
Indispensáveis para fixar corretamente as peças para trabalhar na bancada ou auxiliar em montagens.

 Macete de Madeira :
Utilize unicamente um maço (em madeira) para exercer mais força sobre o formão.

 Luvas e óculos :
Calce luvas e utilize óculos de segurança para se proteger das farpas e lascas.

 A plaina manual :
Existem vários modelos e formatos de plainas manuais. O ferro (a lâmina) é ligeiramente saliente em relação à base. A
plaina, ao deslocar-se, corta uma fina apara de madeira que em seguida é destacada pelo contra-ferro : o deslocamento da ferramenta não deve por isso ser interrompido.

 A plaina de calço :
A
plaina mais comum (chamada de calço ou de acabamento), é longa com cerca de 25 cm e não tem, em princípio pega. Existem modelos retangulares ou arredondados. Esta plaina serve para igualar a superfície de pequenas peças de madeira, (cantos de uma gaveta por ex.) Para as preparar para o lixamento.

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Ajustando a plaina de madeira :


Para ajustar a profundidade do corte, que depende entre outras razões, da dureza da madeira a trabalhar, coloque primeiro aproximadamente no seu lugar o ferro, o contra-ferro e o calço. Martele em seguida o calço com um ligeiro movimento do macete, afim de manter provisoriamente estas peças.

 

 

Regulagem :
Controle a regulagem verificando sobre a base, a colocação do contra-ferro e a posição do ferro. Se a abertura não for suficiente, bata suavemente por cima da plaina. Bata no calço em seguida para fixar a lâmina no lugar. Para obter aparas mais finas, bata no corpo da
ferramenta.
 

Como segurar a plaina :
Com a mão esquerda, segure o nariz da plaina enquanto a direita envolve o corpo. Algumas plainas estão equipadas com um parafuso ou um botão de regulagem; neste caso, coloque o polegar e o indicado em garfo à volta do apoio situado sob este parafuso, os outros dedos da mão segurando o corpo da
ferramenta.

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 As plainas metálicas

 Descrição :
Existem também as plainas com o corpo inteiramente metálico, munidos de pegas em madeira ou plástico. Ferro e contra-ferro são mantidos sob pressão por um suporte e regulam-se por um parafuso ou alavanca de ajustamento. A vantagem das plainas metálicas : podem ser ajustadas com precisão.

 

Base ondulada :
As plainas metálicas estão muitas vezes providas com uma base ondulada, que desliza melhor sobre madeiras resinosas ou úmidas. Este tipo de base reduz sensivelmente a fricção entre a
ferramenta e o trabalho, o esforço a fazer e o risco de falsos movimentos são assim diminuídos.

 

Ajustando a plaina metálica :
As plainas metálicas não estão equipadas com um calço mas com um suporte (1) e têm um parafuso de ajustamento (2). Estão igualmente providas com uma alavanca de ajustamento (3) lateral que deverá ser retirada para poder colocar a lâmina, depois descida para a bloquear. Certifique-se de que a parte cortante da lâmina fica paralela à base.

 

Como segurar a plaina :
Segure a pega traseira de forma a que o seu indicador siga a inclinação do ferro. Esta posição permite controlar bem a deslocação da ferramenta. Com a outra mão, pode exercer pressão sobre a pega situada à frente.

 

Aplainamento fino ou grosso :
Para o aplainamento fino, deve ajustar a plaina de forma a obter aparas finas. Para a madeira dura igualmente. Para o desbaste (a preparação das madeiras brutas antes de lixar), ajuste a
ferramenta de maneira a obter aparas espessas. Certifique em qualquer dos casos que a plaina não entra em esforço.

 

Manutenção da plaina :
Deite sempre a sua plaina de lado. Se pensar não a utilizar durante algum tempo, desmonte-a e limpe-lhe as peças. Mergulhe regularmente as partes de aço branco num pouco de óleo para evitar que enferrujem. Se restaurar uma plaina de madeira, não envernize a base.

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Aplainamento manual

 Precauções :
Se trabalhar uma madeira já usada, verifique antes de tudo se não tem pregos ou elementos metálicos que podem danificar seriamente o ferro da plaina. Retire os pregos com a turquesa sem danificar a madeira : apóie a turquesa sobre um pedaço de madeira .

 

Aplainamento de cantos :
Fixe a placa num torno, entre dois calços para que as mandíbulas não danifiquem a madeira. Coloque uma mão na pega traseira da plaina e coloque-a na extremidade do canto. A outra mão, segura-a lateralmente.

 

Pressão :
Quando aplainar um canto, certifique-se de que não “mergulha” no início nem no fim de cada passo. Exerça por isso a pressão, inicialmente na frente da
ferramenta, depois uniformemente sobre toda a superfície de base e, ao acabar o movimento, sobre a traseira.

 

Aplainamento as extremidades (bordas):
Fixa a placa na
bancada, encostando ao longo do seu canto vertical um suporte de madeira (prolongando o extremo a aplainar). Coloque a plaina totalmente sobre o seu trabalho, em viés 30º em relação ao canto a trabalhar, e aplaine em direção ao suporte (o qual evitará a formação de lascas).

 

Aplainamento de superfícies :
Fixe solidamente o seu trabalho sobre a bancada. Comece por aplainar com uma grande abertura, a plaina em viés 45º em relação ao sentido do veio. Efetue movimentos retilíneos sobrepondo-se ligeiramente. Para o acabamento, reduza a abertura e proceda no sentido do veio.

 

Aplainando com plaina elétrica

 Funcionamento :
A
plaina elétrica está equipada com um cilindro rotativo contendo duas lâminas. A base situada defronte deste é de altura regulável, pode-se assim ajustar a diferença de nível entre a base dianteira e a base (fixa) traseira. As lâminas rodam a grande velocidade levantando as aparas.

 

Ajuste :
Aqui, é ainda mais importante ajustar o ferro e o contra-ferro em função do trabalho, a profundidade do corte regula-se simplesmente com um botão que permite um ajustamento muito preciso. Esta precisão de regulação, aliada à sua potência, fazem da plaina elétrica uma
ferramenta eficaz, igualmente para os trabalhos delicados.

 

As lâminas :
As lâminas (também chamadas facas), são de aço ou carbono. As duas devem ser colocadas ao mesmo tempo : se não for o caso, o desequilíbrio que daí resulta causa vibrações nefastas ao aparelho. Algumas lâminas de carbono têm duas arestas cortantes, uma vez usadas, não podem ser afiadas, devem apenas ser montadas no outro sentido, sem mais afiações. As laminas de carbono convencionas têm uma única aresta de corte e permitem ser afiadas várias vezes. Existem igualmente lâminas onduladas que permitem obter um efeito rústico.

 

Aplainando superfícies :
Ligue a plaina antes de a pousar na superfície. Deve segurá-la de forma bem estável. Utilize as duas mãos, efetuando movimentos regulares. Quando aplainar grandes superfícies, é recomendável trabalhar com uma regulagem pequena efetuando passagens sucessivas.

 

Sentido de deslocamento :
A plaina elétrica deve trabalhar também no sentido do veio. O trabalho faz-se de maneira mais confortável, a base desliza melhor sobre a madeira e as lâminas correm menos riscos de se danificarem. Se, no entanto não puder seguir no sentido do veio, oriente o aparelho na diagonal. 

 

Técnica de manuseio

 Aplainando a extremidade (borda) da madeira :
É quando fizer esta operação, que mais se arrisca a ver a madeira lascar. Para o evitar, comece a aplainar a placa dos bordos para o centro. Ou proceda como no caso do aplainamento manual : encoste um suporte de madeira ao longo do canto que vai aplainar.

 Chanfrar :
A ranhura em V, no centro da base frontal, permite chanfrar rapidamente e sem dificuldade. Basta para isso colocar esta ranhura sobre a aresta e guiar a máquina ao logo desta última. Mantenha constante um ângulo de 45º e efetue um movimento regular.

 A guia :
Guia ou batente, paralela, lateral ou ao longo : todos estes termos designam um só acessório, que se utiliza para aplainar cantos. Se este acessório for também ajustável em ângulo, pode biselar peças de madeira.

 Ranhurar :
A guia paralela permite regular tanto a largura como a profundidade do corte, é assim possível fazer ranhuras e mesmo, se a guia puder ser regulada em ângulo, fazer ranhuras em topos biselados.

 Utilização estacionária :
Montando a máquina, com as lâminas viradas para cima, sobre uma bancada equipada com um suporte fica com as mãos livres para deslocar a peça trabalhada, ao longo de uma guia por cima da máquina. O suporte deve ter uma capa de proteção que esconda automaticamente as lâminas.

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A segurança

 Aspiração :
Uma plaina elétrica liberta muita serragem, porém, um saco coletor lhe oferece um desempoeirar constante. Como estes sacos são pequenos, torna-se mais eficaz se ligar a plaina a um aspirador (com um adaptador).

 Os nós da madeira :
Antes de aplainar elimine
pregos, grampos ou manchas de resina que possam estar na madeira. Os nós nas placas finas podem tornar-se perigosos se descolarem e saltarem. Para evitar isto umedeça-os previamente e aplaine do exterior para o centro.

 Utilização de um suporte :
Quando utilizamos a plaina na forma estacionária, a proteção das lâminas não é suficiente. Se aplainar peças pequenas, sirva-se de um suporte apropriado para as manipular sem aproximar as mãos da lâminas.

 Roupas de segurança :
Utilize luvas e óculos de proteção para se proteger das farpas e lascas. Fixe sempre muito bem a peça à bancada, em particular as peças pequenas, que se arriscam a saltar ao colocar a plaina ligada em cima destas.

16/07/2009 at 22:52

Como restaurar madeira

Refazer o acabamento dos móveis é um trabalho que faz sujeira e consome tempo. Antes de retirar o acabamento antigo de qualquer peça da mobília, verifique isto: um trabalho de restauração completo pode não ser necessário. Na verdade, a restauração pode desvalorizar uma antigüidade. Uma peça em boas condições, com seu acabamento original, é muito mais valiosa do que uma completamente restaurada. Neste artigo, vamos mostrar como você pode usar uma simples técnica de restauração para dar vida nova ao acabamento antigo de seus móveis de madeira. O primeiro passo é saber que tipo de acabamento foi usado no móvel. Depois você deve decidir como limpá-lo.

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Identificando um acabamento antigo

 Se você não sabe qual é o tipo de acabamento, pode acabar estragando o trabalho original ou desperdiçando seu tempo com uma técnica que não funciona. Determinar o acabamento é especialmente útil quando você for combinar um acabamento com outro. Esse conhecimento também é essencial para o conserto. 

 Em restauração, a única diferença que realmente importa é a que existe entre os três acabamentos básicos naturais: goma-laca, laca ou verniz. Os acabamentos pigmentados, tais como tinta ou esmalte, são fáceis de identificar. Os outros acabamentos que podem ser encontrados são óleo, cera e selantes de penetração, identificáveis pelo toque e falta de alto brilho. Esses acabamentos podem ser restaurados apenas com a reaplicação.

Na maioria dos móveis, o acabamento é um dos três básicos: goma-laca, laca ou verniz. Antes de fazer qualquer coisa com o acabamento, você precisa identificá-lo.

Primeiro, teste o acabamento com álcool desnaturado. Esfregue um pouco do álcool em uma área onde não se note. Se o acabamento dissolver, é goma-laca. Se dissolver parcialmente, provavelmente é uma combinação de goma-laca com laca. Teste novamente com uma mistura de álcool desnaturado e solvente de laca: isso pode dissolver completamente o acabamento.

Se o álcool não afetar o acabamento, esfregue um pouco de solvente de laca em uma área onde não se note. Se a área ficar dura e depois macia novamente, o acabamento é laca; se o acabamento enrugar e não ficar macio novamente, então é um tipo de verniz. Se nem o álcool nem o solvente de laca afetá-lo, o acabamento é de verniz.

Depois de identificar o acabamento, você pode começar a restauração. Se o problema for sujeira, craquelados, desbotamento ou desgaste geral, isso geralmente pode ser resolvido seguindo as técnicas de restauração a seguir.

 Técnicas de limpeza
 
restore-furniture O processo de restauração mais fácil é a limpeza. Através dos anos, mesmo os móveis que são bem cuidados podem ficar embaçados ou grudentos devido a camadas de cera e pó. Em muitos casos, essas camadas podem ser removidas com um lustra-móveis à base de óleo. Esses produtos vão passar através das camadas de sujeira e cera. Eles estão disponíveis em lojas de móveis, supermercados e lojas de tintas.

 Seguindo as instruções do fabricante, aplique o produto com um pano macio e deixe por 1 ou 2 horas. Então, limpe o produto com outro pano. Repita o processo, usando bastante produto, até que a madeira esteja limpa e lustrada. Pode-se precisar de quatro a cinco aplicações. Lustre a madeira limpa levemente para remover o excesso de óleo.

Se o lustra-móveis não resolver, remova a sujeira com uma solução de água morna e detergente líquido. Use pouco e trabalhe rapidamente: não ensope a mobília ou despeje a solução sobre ela. A água pode deixar o acabamento de laca ou goma-laca esbranquiçado (o mesmo acontece quando um copo deixa uma marca na mesa). Quando o móvel estiver limpo, enxágüe-o com um pouco de água (cuidando para não molhar demais) e depois seque cuidadosamente a madeira por completo com um pano macio ou uma toalha.

Deixe a madeira secar completamente. Se o acabamento estiver esbranquiçado, passe uma lã de aço no local e depois lustre a superfície levemente, no sentido do desenho da madeira. Depois aplique o lustra-móveis e lustre a madeira novamente.

Se a limpeza com o detergente não der certo, use um solvente para limpar a madeira. A limpeza com solvente é o último recurso a ser considerado porque pode danificar o acabamento. Use líquidos minerais ou essência de terebintina em qualquer acabamento; use álcool desnaturado em verniz ou laca. Não use álcool em goma-laca ou em mistura de goma-laca com laca. Trabalhe em uma área bem ventilada e aplique o solvente com tecido (uma estopa ou uma toalha velha). Depois retire o limpador de madeira com outro pano. Finalmente, aplique o lustra-móveis e outra vez lustre levemente a madeira.

A limpeza com detergente e solvente também pode ser usada para rejuvenescer móveis de vime e palha. Use as mesmas técnicas já mencionadas, mas com cuidado especial para não usar muita água. Deixe o móvel secar completamente; se possível, no sol. Se o acabamento estiver muito fino ou gasto, aplique uma ou duas camadas de verniz spray, com cuidado para cobrir por igual todo o vime ou a palha. Deixe o novo acabamento secar por vários dias antes de usar o móvel.

Se o acabamento de seus móveis estiver rachado, arranhado ou craquelado, você precisa encontrar uma opção que o faça ficar parecendo novo. Veja a próxima seção.

 Reamalgamação de um acabamento antigo

A reamalgamação é uma boa técnica para dar vida nova aos móveis com acabamento craquelado, fissurado ou arranhado. Basicamente, a reamalgamação é uma liqüefação do acabamento estragado, para que seque sólido e limpo. Ela é fácil de aplicar e pode eliminar a necessidade de refazer o acabamento. 

 

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Um acabamento craquelado pode ser restaurado pela reamalgamação.

Craquelado, fissurado e rachado são basicamente o mesmo tipo de estrago. São causados tanto pela luz do sol quanto pela mudança de temperatura e podem ser elimidados pela reamalgamação. O acabamento craquelado tem muitas linhas cruzadas formando um desenho rústico. O acabamento fissurado tem linhas irregulares em todas as direções. O acabamento rachado tem linhas maiores ou apenas uma linha cruzando a superfície. Acabamentos arranhados podem ser reamalgamados apenas se os arranhões não estiverem por baixo do acabamento. Se os arranhões estiverem na própria madeira, você vai precisar refazer o acabamento da área.

O tipo de acabamento no móvel determina o solvente usado para a reamalgamação: a goma-laca é reamalgamada com álcool desnaturado; laca é reamalgamada com solvente de laca; e a mistura de laca com goma-laca, com uma mistura de três partes de álcool e uma parte de solvente de laca. O verniz geralmente não pode ser reamalgamado.

Antes de trabalhar no acabamento, limpe muito bem o móvel com líquido mineral ou essência de terebintina para remover a cera e a sujeira. Não trabalhe em um dia muito úmido se o acabamento for goma-laca – o álcool usado para liqüefazê-la pode transferir a mistura do ar para o acabamento, resultando em esbranquiçamento ou avermelhamento.

O segredo da reamalgamação é trabalhar rápido, especialmente com laca. Comece pelas pequenas áreas para sentir como é. Uma vez que estiver satisfeito com os resultados, avance para reamalgamar todo o acabamento. Aplique uma quantidade moderada de solvente com um pincel novo e de cerdas naturais. Compre um amalgamador. Use álcool desnaturado em goma-laca; solvente de laca em laca; uma mistura de álcool e solvente de laca em material de goma-laca e laca.

Para reamalgamar a superfície do acabamento, aplique o solvente no sentido do desenho da madeira em longas e rápidas pinceladas, trabalhando rápido e não deixando o pincel secar. Não tente retirar com o pincel os craquelados ou arranhões nessa fase – muitos deles vão desaparecer quando o acabamento secar. Se você estiver trabalhando muito em marcas individuais, pode estar removendo o acabamento em vez de liqüefazê-lo.

Enquanto o solvente seca, o acabamento vai ficando bem brilhante e, depois de 30 minutos ou mais, começa a ficar muito embaçado. Se a reamalgamação for bem-sucedida, os arranhões e entalhes vão desaparecer e o acabamento vai parecer sólido.

A reamalgamação nem sempre é um processo realizado em uma única etapa. Se o craquelado no acabamento for profundo, pode precisar de duas ou três aplicações de solvente para removê-lo. Se a repetição de reamalgamação não funcionar, o problema é provavelmente na madeira e você vai precisar refazer o acabamento.

Depois da reamalgamação, se a superfície ficar embaçada, lustre levemente o acabamento com lã de aço, trabalhando em uma única direção ao longo do desenho da madeira. Não faça muita pressão, apenas dê um leve polimento e depois limpe bem a superfície com um pano limpo. Se o acabamento reamalgamado for muito fino, limpe a superfície com um pano macio e aplique uma nova camada do mesmo acabamento, bem em cima do antigo. Deixe o acabamento secar, lustre levemente com lã de aço e depois encere o móvel com cera em pasta. Lustre a madeira encerada com um pano limpo.

Recuperando um acabamento desbotado

Avermelhar uma descoloração esbranquiçada no acabamento é um problema comum em móveis com acabamento de goma-laca e pode ser um problema com a madeira laqueada. O acabamento de verniz não é afetado pelo avermelhamento. O avermelhamento pode ser causado por uma mistura prolongada de alta umidade, exposição à água ou apenas envelhecimento. Se o embaçado não estiver muito profundo no acabamento, você pode removê-lo com lã de aço e óleo ou reamalgamando o acabamento. Avermelhamento muito profundo, entretanto, pode ser eliminado apenas refazendo o acabamento.

Quando o avermelhamento ocorrer em um acabamento craquelado ou rachado, tente a reamalgamação primeiro – isso pode remover o avermelhamento e também eliminar as rachaduras. Se o acabamento não estiver craquelado ou se a reamalgamação não remover o avermelhado, use lã de aço para remover a descoloração.

Antes de começar, certifique-se de que a superfície esteja limpa. Remova a cera e a sujeira com líquido mineral ou essência de terebintina. Depois mergulhe a lã de aço em óleo mineral, óleo de linhaça ou óleo de salada e esfregue suavemente ao longo do desenho da madeira. Trabalhe devagar e certifique-se de que a lã de aço esteja sempre bem molhada com óleo. O abrasivo é removido da parte de cima do acabamento, deixando um acabamento limpo. Seque a madeira com um pano macio e dê polimento com uma cera em pasta. Se o avermelhamento for na parte de cima do acabamento – e geralmente é – esfregar com uma lã de aço resolve o problema. Caso contrário, você vai precisar refazer o acabamento da madeira.

 Revestindo o acabamento antigo dos móveis

Qualquer material desgasta com o tempo e os móveis de madeira não são uma exceção. Às vezes, o acabamento inteiro desgasta, às vezes apenas os lugares muito usados. Locais desgastados são mais comuns em portas e gavetas. Em peças antigas, o desgaste é parte da pátina da peça e determina o valor do móvel, não devendo ser coberto nem restaurado.

O mesmo se aplica a quase todas as peças da mobília: desgastar e rasgar dá uma certa personalidade. Mas um acabamento fino e antigo pode ser revestido. E quando refazer o acabamento for a única alternativa, você poderá consertar os locais desgastados.

Primeiro, limpe a superfície com cuidado com um líquido mineral ou, para laca ou verniz, álcool desnaturado. Se o acabamento inteiro estiver desgastado, limpe o móvel inteiro: você deve remover toda a sujeira e a gordura. Depois aplique um nova camada do acabamento já pronto na madeira.

Se você estiver retocando os locais desgastados em vez de revestir o acabamento inteiro, limpe a superfície gasta e lixe o local suavemente com uma lixa fina. Cuidado para não forçar muito. Em seguida, você pode refazer o acabamento. Se o móvel não tiver coloração, é fácil. Se for colorido, você vai precisar recolorir para combinar.

 

Para retocar o local gasto, use uma tinta a óleo que combine com a coloração do

Para retocar um local gasto, aplique tinta a óleo na madeira pura com um pincel artístico. Dê o acabamento à área consertada para combinar com o resto da peça.

móvel. Você pode misturar as colorações para se aproximar da cor original. Teste a coloração em uma parte da madeira sem acabamento que não dê pra notar antes de trabalhar nos outros locais.

Aplique a coloração na área danificada com um pincel artístico ou um pano limpo, cobrindo toda a área da madeira. Deixe a coloração secar por 15 minutos. Em seguida, limpe com um pano limpo. Se a cor for muito clara, aplique outra camada de tinta, espere 15 minutos e limpe novamente. Repita esse procedimento até que você esteja satisfeito com a cor. Deixe a tinta secar de acordo com as instruções do fabricante.

Lustre levemente a superfície pintada e limpe com um pano macio. Aplique uma nova camada do mesmo acabamento da superfície – laca, goma-laca, resina penetrante ou verniz – sobre a área recém-pintada, espalhando o novo acabamento sobre o antigo revestimento.

Deixe o novo acabamento secar por um ou dois dias e lustre levemente as áreas remendadas. Finalmente, encere toda a superfície com cera em pasta e dê polimento até ficar brilhando.

Alternativas de decoração para acabamento antigo

Restauração é o modo mais fácil de deixar um móvel velho com uma aparência melhor, mas nem sempre é um sucesso. Se o acabamento antigo estiver em bom estado, você pode recuperar uma peça embaçada usando detalhes decorativos ou efeitos especiais. Se o acabamento antigo estiver danificado, você pode cobri-lo completamente com esmalte em vez de refazer o acabamento. Antes de remover o acabamento antigo, considere as alternativas: você pode não ter de refazer o acabamento em um móvel antigo para dar vida nova.

 Efeitos especiais de acabamento podem fazer muito por um móvel embaçado. Decalques e faixas pintadas podem dar um toque interessante e charmoso a muitas peças. Se você quiser dar um toque diferente à peça, um acabamento esmaltado pode ser a solução. O esmalte pode ser aplicado sobre o acabamento antigo, escondendo muitas imperfeições.

24/06/2009 at 13:57


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